Force India e Lotus, equipes da Fórmula 1 cujos donos são asiáticos, mostraram hoje, de uma forma ou de outra, seus carros para 2010.
Enquanto o novo modelo do time chefiado pelo indiano Vijay Mallya foi apresentado oficialmente nesta terça-feira, o equipamento dos comandados pelo malaio Tony Fernandes foi flagrado em um shakedown pela revista "Autosport" em Silverstone, na Inglaterra. Não se sabe, porém, se essa será a pintura definitiva, mas podemos dizer que está bem bonita.
Os pilotos titulares da Force India em 2010 serão o alemão Adrian Sutil e o italiano Vitantonio Liuzzi. Os da Lotus, o italiano Jarno Trulli e o finlandês Heikki Kovalainen.
Um golaço no futebol e uma bela ultrapassagem no automobilismo têm muito em comum, principalmente o fato de não serem comuns. Como momentos bonitos não acontecem sempre nessas modalidades, é fácil reconhecer quando há um lance digno de “pintura”: salta aos olhos e emociona de forma instantânea. Para o espectador, não é preciso raciociná-lo, basta senti-lo.
No automobilismo, uma ultrapassagem bonita não necessariamente significa vitória. O último colocado de uma corrida pode superar brilhantemente o penúltimo e o brilho da manobra não diminuirá. Claro, quanto mais forte for o adversário, maior o mérito de quem a executou. Mas a plasticidade mantém-se a mesma.
O mesmo é válido para o futebol. Um jogador pode fazer um golaço para um time que já levou seis naquele jogo e nem por isso seu gol deixará de ser belo. Se o golaço, porém, ocorrer na final de uma Copa do Mundo e for decisivo, a beleza simbólica do gol aumentará bastante.
Uma bela ultrapassagem acontece quando ninguém mais imaginava que seria possível ganhar posição em certo momento ou lugar e a surpresa entra em ação. Um exemplo é a manobra de Nelson Piquet, por fora, sobre Ayrton Senna no GP da Hungria de 1986. Não era esperado que Piquet conseguisse realizar aquilo e lá foi ele, chegando até a derrapar para segurar sua Williams. Também às vezes é bela uma ultrapassagem feita após um duelo feroz.
Já no futebol um golaço é aquele em que o talento individual ganha grande destaque, como ficou claro com Neymar ontem. O jogador do Santos pegou a bola e saiu driblando quem encontrasse pela frente e foi em direção ao gol, chutando de forma precisa, inclusive por baixo das pernas de um adversário, para o fundo da rede. O golaço também pode ser fruto de um trabalho coletivo e bem entrosado.
Sem golaços e sem belas ultrapassagens, futebol e automobilismo não seriam tão emocionantes e plasticamente bonitos. A sorte conta muito para o sucesso das jogadas e manobras, mas a capacidade humana é primordial. Nada disso seria possível sem ela.
Vendo uma galeria de imagens dos testes desta semana em Valência, na Espanha, uma em especial se destacou. Não é de carro na pista, mas de dois pilotos que devem travar um duelo interessante em 2010: Felipe Massa e Fernando Alonso.
A foto é de terça-feira, segundo dia de trabalhos práticos do brasileiro. O espanhol assumiu o carro ferrarista na quarta-feira, quando ele fez o melhor tempo da semana, superando marca do vice-campeão de 2008, seu novo companheiro.
O simbolismo da imagem é grande. O bicampeão admitiu ter tido uma boa base de acerto "graças ao trabalho de Felipe nos dois primeiros dias".
Por enquanto, os dois têm se ajudado e a relação entre ambos parece ser muito boa. A foto acima não deixa dúvida quanto a isso. Se houver uma "guerra" no futuro entre os pilotos da Ferrari, seu início não terá sido essa primeira bateria de testes.
Embora o carro da Virgin, mostrado ao público pela primeira vez hoje, tenha sido muito elogiado por sua beleza, não escapou de comparações em fóruns da internet.
Por sua aparência, o VR-01 poderia ser um modelo da Midland, equipe de 2006:
Também lembra carros da Indy, como este do ano passado de Justin Wilson:
No Twitter, disseram até que a pintura foi inspirada em embalagens de bala:
Agora sem brincadeiras, a Virgin não contou com túneis de vento para projetar esse carro. A equipe usou a tecnologia CFD para analisar a dinâmica de fluidos em computador. É algo inovador e adequado para quem tem um orçamento relativamente baixo. O VR-01 deve estrear em testes coletivos na próxima semana, em Jerez, com os pilotos Lucas di Grassi e Timo Glock.
O sistema de pontuação da Fórmula 1 passou por outra revisão. Em dezembro, havia sido aprovado o esquema 25-20-15-10-8-6-5-3-2-1. No entanto, com essa medida, a proporção de pontos dada aos três primeiros colocados não seria alterada e continuaria em 100%, 80% e 60%, respectivamente.
Agora a distribuição até o décimo colocado será assim: 25-18-15-12-10-8-6-4-2-1. Dessa forma, o segundo melhor leva 72% do total e não mais 80%, aumentando o peso da vitória.
Vamos às proporções a partir do terceiro colocado: 60%, 48%, 40%, 32%, 24%, 16%, 8% e 4%.
Além disso, as equipes da F-1 confirmaram hoje uso dos pneus do Q3 na largada dos GPs. Ainda falta a FIA ratificar as medidas e colocá-las no regulamento deste ano. Mera formalidade.
Stefan GP vai para o Bahrein. Isso mesmo. Uma equipe que nem vaga tem na F-1 (ainda) mandou levar seus equipamentos para o palco da abertura da temporada. A equipe sérvia depende de desistência de Campos ou US F1, que não estão nada bem financeiramente e com projetos atrasados, para entrar na categoria. A Stefan tem um acordo técnico provisório com a ex-equipe da Toyota.
Começaram hoje os testes da Fórmula 1 em Valência, na Espanha, e, simultaneamente, foi dada a largada para mais uma temporada de tentativas de se analisar a relação de forças a partir dos resultados.
Os tempos de um piloto nos testes podem ser analisados sob uma ótica realista somente pela própria equipe da qual esse competidor faz parte. Nem mesmo as concorrentes, em função da manutenção de sigilos, conseguem determinar ao certo o que está acontecendo, já que cada um testa uma coisa e adota diferentes estratégias durante as atividades.
Nesta pré-temporada, em especial, está mais difícil ainda se obter uma imagem clara, porque, como os reabastecimentos durante as corridas estarão proibidos, os tanques de combustível estão maiores neste ano. Como cresceu a diferença de peso entre quem está com “só o cheiro” de gasolina e quem está “carregado”, as discrepâncias podem aumentar também.
Apesar disso, em entrevista a jornalistas brasileiros hoje, Rubens Barrichello, agora piloto da Williams, disse que a Ferrari está “muito forte”. Felipe Massa foi o mais veloz do dia. Mas nem um piloto tão experiente quanto Rubinho, sexto entre oito participantes dos testes, sabe quantificar exatamente essa força da Ferrari. Ou seja, todo o cuidado é pouco até a abertura do Mundial, em 14 de março.
Saiba como será para um piloto dar uma volta pelo circuito do Anhembi, em São Paulo, da Indy, segundo uma simulação feita pela organização da prova.
E já foram divulgados os preços dos ingressos de cada setor da pista. Os bilhetes serão vendidos no site www.livepass.com.br a partir de segunda-feira.
SETOR 14 BIS - Arquibancada descoberta, em estrutura tubular, localizada na saída da "Curva 14 Bis", com ampla visibilidade da saída dos Pits. R$ 100
SETOR VITÓRIA - Arquibancada descoberta, em estrutura tubular, localizada na "Curva da Vitória", Local de emocionantes duelos por posições. R$ 250
SETOR AZUL - Arquibancada descoberta, em alvenaria, localizada na "Reta do Sambódromo", com ampla visibilidade da largada, chegada e da entrada do "S do Samba". - R$ 250
SETOR VERDE - Arquibancada descoberta, em alvenaria, localizada na "Reta do Sambódromo", com ampla visibilidade da largada e da chegada. R$ 250
SETOR AMARELO - Arquibancada descoberta, em alvenaria, localizada na "Reta do Sambódromo", com ampla visibilidade da saída da "Curva da Vitória". R$ 250
SETOR ROXO - Arquibancada descoberta, em alvenaria, localizada na "Reta do Sambódromo", com ampla visibilidade da saída da "Curva da Vitória". R$ 250
SETOR CINZA - Arquibancada descoberta, em alvenaria, localizada na "Reta do Sambódromo", com ampla visibilidade da saída da "Curva da Vitória". R$ 250
SETOR LARANJA - Arquibancada descoberta, em alvenaria, localizada na "Reta do Sambódromo", com ampla visibilidade da saída da "Curva da Vitória". R$ 250
SETOR VERMELHO - Arquibancada descoberta, em alvenaria, localizada na "Reta do Sambódromo", com ampla visibilidade da largada e da chegada. R$ 250
SETOR ROSA - Arquibancada descoberta, em alvenaria, localizada na "Reta do Sambódromo", com ampla visibilidade da largada, chegada e da entrada do "S do Samba". R$ 250
SETOR LILÁS - Arquibancada descoberta, em estrutura tubular, localizada na "Reta do Sambódromo", com ampla visibilidade da largada e chegada. R$ 300
SETOR TIETÊ - Arquibancada descoberta, em estrutura tubular, localizada na "Reta dos Bandeirantes" (Marginal do Tietê), local de maior velocidade dos carros. R$ 300
SETOR BRANCO - Arquibancada descoberta, em alvenaria, localizada na "Reta do Sambódromo", com ampla visibilidade da largada, chegada, entrada do "S do Samba" e em frente ao pódium da vitória. R$ 400
SETOR PRETO - Arquibancada coberta, em estrutura tubular com cadeiras, localizada no "S do Samba", local de disputas emocionantes, com visão da "Curva do Mergulho". R$ 500
SETOR ARENA - Arquibancada coberta, em estrutura tubular com cadeiras, localizada no "S do Samba", local de disputas emocionantes, com visão da "Curva do Mergulho". R$ 500
Um detalhe do MP4-25, novo carro da McLaren, não foi notado pela maioria dos torcedores e jornalistas especializados: a localização dos escapamentos do modelo recém-apresentado.
Diferentemente de como quase sempre acontece, foram os canos que se adaptaram ao desenho da traseira, e não ao contrário. Na solução encontrada pela equipe inglesa, a área de escape de gases acompanha com muita harmonia as curvas da tampa do motor.
Como os escapamentos ficam quase no fim do carro, os gases quentes passam por um curto trecho da carenagem e são dissipados rapidamente.
A Ferrari apresentou oficialmente seu carro para 2010, o F10, nesta quinta-feira, mesmo dia em que o site da revista "Autosport" publicou flagrante do novo modelo da Williams, cujos pilotos nesta temporada serão Rubens Barrichello e Nico Hulkenberg.
Ambos os carros têm grande influência do RB5, bem-sucedido modelo do ano passado da Red Bull, principalmente no que se diz respeito ao bico mais elevado. É natural na Fórmula 1 uma equipe copiar elementos de outra quando há sucesso. Sabendo disso, durante a apresentação de hoje, a Ferrari optou por esconder seu difusor duplo.
Não se pode simplificar e dizer que o F10 é um plágio do RB5, não é isso. A escuderia italiana apenas adotou uma solução que comprovadamente deu certo no ano passado.
Veja imagens dos três carros:
Em 2009, o RB5 venceu seis corridas, sendo três delas as últimas da temporada.
Vinte e sete de janeiro é uma data especial para o automobilismo brasileiro. Foi nesse dia que, há 36 anos, Emerson Fittipaldi obteve sua décima vitória na Fórmula 1, primeira pela McLaren, segunda em casa, em Interlagos.
O brasileiro era o pole position em uma tarde nublada, mas quente, em São Paulo. Logo na largada, o argentino Carlos Reutemann, da Brabham, foi à liderança. O sueco Ronnie Peterson, piloto da Lotus, também superou Fittipaldi, que havia caído para a terceira posição.
Nas três primeiras voltas, Reutemann pôde manter-se na ponta, mas, no quarto giro, já com os pneus em um estado não muito favorável, foi superado por Peterson e também por Fittipaldi. Peterson continuou na liderança até o brasileiro tirar proveito de uma ultrapassagem sobre um retardatário, Arturo Merzario, e ir para o primeiro lugar na 16ª volta.
A partir daí, o futuro campeão daquela temporada dominou a prova. Peterson enfrentou um furo de pneu e precisou fazer um pit stop. Com isso, o suíço Clay Regazzoni, da Ferrari, herdou a segunda posição e o belga Jacky Ickx, da Lotus, subiu para terceiro.
O também paulista José Carlos Pace, da Surtees, que venceria o GP Brasil de 1975, fechou aquela corrida na quarta posição.