
Dando continuidade à sua procura por novos desafios, Kimi Raikkonen optou por deixar a F-1 e correr no WRC, o Campeonato Mundial de Rali, em 2010. O piloto finlandês será companheiro do francês Sebastien Ogier na Citroën Junior e colega de marca de Sébastien Loeb e Daniel Sordo.
Quando entrar na estrada no meio de fevereiro para o Rali da Suécia, o campeão de 2007 da F-1 estará apenas em seu segundo evento do WRC. O primeiro foi neste ano, na Finlândia, em agosto, quando, após capotar, teve de sair da disputa.
Raikkonen não precisava ir ao rali, pois tinha mercado ainda na categoria máxima do automobilismo ― mesmo depois de ter o fim de seu contrato com a Ferrari antecipado para que sua vaga fosse dada a Fernando Alonso.
Mas Kimi foge do padrão dos pilotos de F-1. Tem uma personalidade desencanada, para não dizer fria, mas se aquece quando está dentro de um carro. Quem não se lembra de sua vitória no GP do Japão de 2005, no qual largou em 17º e superou Giancarlo Fisichella, então na Renault, na última volta? Uma corrida antológica.
É claro que Raikkonen pode voltar à F-1 em 2011. Já é dito que talvez pilote pela Red Bull quando retornar à categoria, já que guiará no WRC um carro patrocinado pela empresa de bebidas energéticas. Mas para o finlandês nada é mais importante do que estar atrás de um volante e acelerando.
Kimi é chamado de homem de gelo, mas no rali será também homem de terra e de cascalho.
