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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Vínculos poderosos entre piloto e equipe


A revista “Autosprint” publicou uma reportagem sobre o estado de espírito de Robert Kubica. O polonês declarou à revista se sentir muito melhor na Renault que se sentia na BMW, pois não recebia dos alemães o apoio considerado justo por ele e agora ele tem esse suporte na equipe cujas cores são o preto e o amarelo. Essas declarações levam a uma reflexão sobre a existência ou não de vínculos poderosos, que ultrapassem a esfera contratual, entre um piloto e uma escuderia atualmente.

Kubica fez parte do programa de desenvolvimento de jovens pilotos da Renault, criado em 2002, mesmo ano em que ele foi convidado para disputar a última etapa da F-Renault Brasil em Interlagos e exerceu domínio na prova. Mas defendeu a BMW de 2006 a 2009 na F-1 e com ela obteve uma vitória, em 2008, no Canadá. Só que, ao que parece, ele nunca foi muito feliz por lá. Ficou irritado em 2008, por exemplo, porque os alemães quiseram dar atenção ao carro do ano seguinte e deixaram de lado o desenvolvimento do F1.08, o que lhe tirou maiores chances de título.

Com a Renault, Kubica já foi uma vez ao pódio, no GP da Austrália, parece estar na equipe para a qual sempre poderia ter pilotado e dá a impressão de que tem grande identificação com ela. Mas só o tempo dirá se será uma parceria duradoura ou se a passagem de Kubica pela equipe será tão rápida quanto ele.

Fernando Alonso era outro que tinha uma grande ligação com a Renault. Detentor dos títulos de 2005 e 2006 com carros do esquadrão francês, ele aventurou-se pela McLaren em 2007, teve sérios problemas de relacionamento e voltou para onde se sentia em casa em 2008. Essa volta foi, porém, só uma ponte para ir à Ferrari em 2010. Alonso sempre será lembrado como um piloto bicampeão pela Renault, assim como Michael Schumacher ficou marcado por ganhar dois títulos com a Benetton, antecessora dessa mesma equipe. Mas é claro que os feitos do alemão com a Ferrari são mais valorizados que os com a Benetton, e o mesmo talvez aconteça com o espanhol.

Ainda há três grandes pilotos no grid que podem ficar na memória de todos como competidores feitos para determinadas equipes: Felipe Massa, da Ferrari, Lewis Hamilton, da McLaren, e Sebastian Vettel, da Red Bull. Eles não dão sinais de mudança de ares e caminham para chegar àquele estágio em que não é possível pensar no piloto sem vir à cabeça a equipe para a qual pilota.

A chave para um piloto tornar-se intrinsecamente ligado a uma escuderia é o tempo de permanência nela. Havendo fidelidade, o resto flui mais naturalmente. Mas existem casos em que excelentes resultados em um curto espaço de tempo são suficientes para que uma imagem fique marcada na cabeça de todos. Como falar de Jenson Button sem imaginar aquele carro da Brawn campeão de 2009? Se houver uma junção das duas coisas, ou seja, de grande tempo de permanência e de ótimos resultados, o vínculo será bastante poderoso.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Nelsinho busca recomeço


Rejeitado pela Fórmula 1, Nelsinho Piquet anunciou nesta terça-feira seus planos para este ano. O piloto brasileiro, por meio de seu site oficial, confirmou ida para os Estados Unidos, mais precisamente para a Nascar.

Nelsinho já fala em ser bem-sucedido por lá. “A Nascar é extremamente competitiva e jamais alguém ‘de fora’ conseguiu chegar e vencer na categoria. Será um desafio incrível e algo totalmente novo para mim”, afirmou. Mas ele se recusa a descartar os campeonatos europeus por completo. “Seguramente eu ainda competirei na Europa no futuro, mesmo porque um dos meus maiores sonhos sempre foi vencer as 24 Horas de Le Mans um dia.”

O ex-piloto da Renault ainda paga o (alto) preço por sua batida proposital no GP de Cingapura de 2008. Embora o acidente possa não ter sido sua ideia, sua imagem esportiva ficou suja e, para piorar, houve ares de vingança quando revelou o que havia ocorrido naquela prova noturna. Antes mesmo das denúncias, logo após sua demissão, Nelsinho havia “soltado os cachorros” para cima de Flavio Briatore, seu ex-chefe, um “carrasco”, em suas palavras.

Na F-1, ser ético muitas vezes não importa muito. Se fosse só por isso, Nelsinho até poderia retornar à categoria já em 2010. As aparências, no entanto, têm enorme influência no esporte, e a imagem do brasileiro junto a fãs e patrocinadores ficou enrugada após as revelações sobre o incidente. Ninguém se arriscaria a contratar alguém que esteve vinculado com um caso tão impactante e muito menos alguém com fama de vingativo.

Além disso, seu desempenho não foi convincente em um ano e meio de F-1. Um pódio no GP da Alemanha de 2008 foi seu melhor resultado, mas foi fruto de muita sorte, já que fora beneficiado por acidente de Timo Glock, o que foi uma ironia do destino, porque, em Cingapura, foi Nelsinho quem teve de causar uma batida para beneficiar Fernando Alonso.

A Fórmula 1 não deverá dar uma nova oportunidade a Nelsinho Piquet tão cedo. Correndo de turismo nos EUA, ele terá uma chance de se tornar um Benjamin Button e rejuvenescer.

O filho do tricampeão de F-1 Nelson Piquet não informou por qual equipe correrá nem em qual das categorias da Nascar estará.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Rapidinhas da Renault


* Flavio Briatore, ex-chefe da Renault, ganhou ação contra a FIA no Tribunal de Grande Instância francês, que considerou irregular seu banimento definitivo das categorias chanceladas pela entidade. Agora, a FIA terá de dizer publicamente que Briatore e Pat Symonds estão liberados e podem voltar a trabalhar livremente.

Os dois haviam sido condenados pela federação no escândalo de Cingapura-2008 por terem, segundo ela, dado ordem de batida a Nelsinho Piquet para que um acidente beneficiasse Fernando Alonso, seu companheiro.

* O francês Eric Boullier é o novo chefe da Renault. Após saída de Briatore, Bob Bell exerceu a função nas últimas corridas de 2009 como interino. Boullier tem laços estreitos com Gerard Lopez, novo sócio da equipe, e liderava a Gravity Sport Management desde o fim do ano passado.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

O começo do fim


O Genii Capital, consórcio de Luxemburgo liderado por Gerard Lopez, tornou-se acionista de grande parte da Renault F-1. Mas, segundo comunicado enviado à imprensa nesta quarta-feira, haverá manutenção do nome da equipe e a montadora dividirá com seus novos sócios o gerenciamento do negócio.

Com essa decisão, a Renault estará na próxima temporada da F-1. No entanto, tal venda de ações demonstra que os franceses podem, sim, sair da categoria após 2010. Se isso acontecer, o terreno já estará preparado — principalmente se resultados não aparecerem no próximo ano.

Quanto aos pilotos, só o polonês Robert Kubica está sob contrato, embora seu empresário diga querer saber quais serão as diretrizes do Genii a partir de agora.

A Renault confirmou também fornecimento de motores para a Red Bull, dando sequência à parceria. Mas, para 2011, tudo está obscuro.